Especialidades

Cirurgia Cardíaca

O cirurgião cardíaco é o responsável por esse tipo de procedimento, realizado no coração ou em grandes vasos sanguíneos. A cirurgia cardíaca costuma ser efetuada para tratar problemas como doença cardíaca congênita, ponte de safena, doença cardíaca isquêmica, assim como doenças das válvulas cardíacas e transplante de coração.


Existem basicamente quatro tipos de cirurgias cardíacas:

- Fechada: são feitas incisões pequenas e a cirurgia é feita sobre o coração batendo.

- Aberta: nela o peito do paciente é aberto e a operação feita sobre o coração.

- Cirurgia moderna com coração batendo: o coração bate, mas é estabilizado para se ter uma área quase parada. O método resulta em menos complicações no pós-operatório.

- Minimamente invasiva: nela uma máquina é usada para fazer a cirurgia, guiada pelo cirurgião. O tamanho a incisão feita é bem menor, afinal não precisa a inserção da mão do cirurgião. São feitos três pequenos buracos o que diminui o tempo de recuperação da pessoa.


Breve histórico


As primeiras cirurgias do pericárdio ocorreram no século XIX, e a primeira feita com sucesso no coração foi pelo Dr. Ludwig Rehn, em 1986. O paciente foi atingido por um punhal no ventrículo direito. Descobriu-se que para tratar de patologias intracardíacas era preciso um ambiente sem sangue, logo o coração deveria ser parado e o sangue drenado. A primeira cirurgia de sucesso nesses termos ocorreu em 1952.


Riscos e pós-operatório


Com o altíssimo desenvolvimento das áreas médicas, há redução significativa de mortalidade durante o procedimento cirúrgico. As que reparam defeitos congênitos no coração tem risco entre 4 e 6%. Em geral a maior preocupação é com danos neurológicos. O derrame cerebral ocorre em 2 a 3% dos casos.


Quanto ao pós-operatório a pessoa permanece em unidade de terapia intensiva (UTI) por ao menos dois dias. Todos os equipamentos são usados para monitorar o paciente nos primeiros momentos pós-cirúrgico, período em que há mais probabilidade de complicações e chances de arritmia, distúrbio de sódio ou potássio ou parada cardíaca.


Depois dos dois dias o paciente normalmente irá para enfermaria e ficará lá até que o cardiologista assegure que ele pode voltar para casa. A alta depende da saúde como todo da pessoa, além de alimentação e nível de dor. São feitas fisioterapias por 3 a 6 meses após a cirurgia, dependendo da necessidade.


A recuperação é um tanto demorada, pois se trata de um órgão muito sensível do corpo humano. Quando a cirurgia é minimamente invasiva em cerca de um mês a pessoa já está recuperada e na tradicional o tempo dobra.


Cuidados com curativos normalmente ocorrem no hospital e quando paciente recebe alta já está sem o curativo. Ele deve lavar a área com sabonete neutro e líquido e secar com toalhas limpas, além de vestir roupas limpas e com botões, para facilitar o processo.


Durante a recuperação é proibido fumar, dirigir, fazer esforços, carregar peso, dormir de barriga para baixo, consumir bebidas alcoólicas. É comum que as pernas fiquem inchadas, por isso recomenda-se caminhadas leves durante o dia e ficar muito tempo sentado não é aconselhável.


 

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